Eduardo Gomes e Marcelo Lélis são os nomes mais fortes da oposição.
Do governo são Wanderlei Barbosa, Edna Agnolin e Alan Barbiero. Gaguim,
Dulce Miranda e Carlos Amastha são os nomes mais cotados da terceira via
Fotos: Jornal Opção
A quase dois anos da eleição a corrida pela Prefeitura de Palmas está congestionada de pré-candidatos e a cada dia surgem novos nomes. Até o momento somam mais de dez pretensos candidatos e certamente não vai parar por aí. O empresário colombiano naturalizado brasileiro Carlos Amastha, do PV, é a novidade no momento. O empresário, desde que anunciou o desejo de disputar a eleição da Capital, tem sido assediado por partidos tanto da oposição quanto do governo que o querem como candidato. Amastha é filiado ao PV do deputado Marcelo Lélis e terá que travar com ele um duelo de gigantes para conquistar a indicação.
Empresário bem-sucedido, com fortes investimentos no Estado (Capim Dourado Shopping Center), Amastha tem cacife para entrar na disputa e até surpreender, mas terá enormes obstáculos para se consolidar como um candidato viável, capaz de ser o novo e suplantar as forças tradicionais. Falta ao empresário conhecimento da realidade social da cidade e penetração nas camadas populares. Por enquanto a candidatura do empresário é muito mais uma pretensão do que uma possibilidade.
Se Amastha é a coqueluche do momento o deputado federal Eduardo Gomes, do PSDB, é o nome com maior densidade político-eleitoral. Sua eleição para a mesa diretora da Câmara Federal o cacifou para a disputa. Gomes é o parlamentar tocantinense mais bem-articulado em Brasília. A coligação Tocantins Levado a Sério tem uma dívida de gratidão com ele, que concordou em ceder a vaga de candidato ao Senado em 2010 para facilitar a composição que levou Siqueira Campos de volta ao governo. Dizia-se na época que se Gomes fosse candidato poderia tomar a vaga do senador João Ribeiro. Siqueira percebeu o risco e fez o deputado recuar. Em algum momento Siqueira terá que recompensá-lo pelo desprendimento político.
Gomes tem um problema. Como levou a sério a atuação no Congresso se distanciou das bases onde o seu concorrente Marcelo Lélis é fortíssimo. Lélis, por pouco, não venceu a eleição passada e em 2010 conseguiu ser o deputado mais bem-votado em Palmas. Nos bastidores do governo, Gomes é o nome, mas não será fácil para o governador convencer o deputado Marcelo Lélis a não disputar a eleição e abrir mão para Eduardo Gomes. Os dois juntos formam uma dupla quase imbatível. Mas é cedo para prever que aceitem uma união.
Integram ainda a longa lista de pré-candidatos Marcelo Lélis (PV), Carlos Gaguim (PMDB), Dulce Miranda (PMDB), Edna Agnolin (PDT), Alan Barbiero (PSB), Wanderlei Barbosa (PSDB), Ivory de Lira (PT), Nilmar Ruiz (DEM), Irajá Abreu (DEM) e Lúcio Campelo, dentre outros que devem aparecer na medida em que os partidos abrirem o debate sobre o assunto. Independentemente dos nomes que conseguirem se viabilizar na disputa, esta promete ser uma das eleições mais concorridas de todos os tempos. A Prefeitura de Palmas é meio caminho para o Palácio Araguaia.
O ex-governador Carlos Henrique Gaguim nega que é candidato, mas adora ser perguntado sobre a possibilidade, trabalha intensamente para isso. Gaguim mira Palmas de olho do Palácio Araguaia. Ele divide espaço com a ex-primeira dama Dulce Miranda (PMDB) que tem um trabalho social reconhecido em Palmas e pode ser uma boa alternativa para o PMDB. O ex-governador Marcelo Miranda (PMDB), que está sem mandato, aposta na candidatura da esposa como uma estratégia para voltar ao poder e se preparar para novos projetos políticos. A escolha do partido passa pelo ex-governador Gaguim, que poderá ficar com a vaga e tentar se viabilizar como candidato. Um grande desafio para o PMDB sempre dividido resolver. Se tiver juízo o PMDB pode novamente decidir a eleição da Capital.
O governador Siqueira Campos, do PSDB, que é um nome importante no processo, quer o comando do Paço Municipal para se manter no governo por mais um mandato. Siqueira não tem como disfarçar que governa de olho em 2014. E o prefeito Raul Filho, do PT, não quer perder a chance de disputar o Palácio Araguaia em 2014. Eleger o sucessor seria uma boa estratégia para se manter na disputa alimentando um sonho ainda distante.
Cada um tem uma razão para ter uma participação maior ou menor na eleição da Capital. O certo é que é quase impossível evitar um confronto entre as três grandes forças políticas do Estado e neste caso com enorme probabilidade de racha nas três forças políticas. Eduardo Gomes e Marcelo Lélis não cabem numa mesma chapa. Gaguim e Dulce Miranda também disputam os mesmos espaços e Raul Filho e Edna Agnolin devem seguir caminhos diferentes em 2012. A vice-prefeita não pensa outra coisa a não ser candidata, Raul Filho cogita outros nomes e sabe que vai ser impossível conter a fúria da pedetista que quer por quer virar prefeita da Capital.
A priori, se pode dizer que o governador Siqueira Campos tem as melhores condições para eleger o prefeito de Palmas. Tem a máquina a seu favor, o prestígio da volta ao governo e a necessidade de fazer o prefeito da Capital para facilitar o caminho para 2014, em que tudo indica será candidato à reeleição. A idade que tanto se falou na eleição passada não é problema. Tanto não é que o governador, por mais que o jovem Gaguim explorasse essa fraqueza, venceu com vigor. Além do mais Siqueira agora já está no poder, e até aqui dando sinais de vitalidade política, não vai mais precisar provar que está apto ou não. O resultado do governo dirá.
Siqueira, além da dificuldade em decidir entre o melhor nome, ainda tem o descontentamento da senadora Kátia Abreu (DEM), que não compareceu à posse do governador e passou recibo da sua insatisfação. A senadora que também é uma peça fundamental no quebra-cabeça de 2014 pode entrar na disputa de Palmas para formar colégio. O filho Irajá Abreu (DEM), que ela fez deputado federal, tem sido incentivado a trabalhar seu nome em Palmas e antes mesmo de ser eleito já vinha sendo cogitado candidato. Um problema a mais para o governo.
Em que pese os ventos favoráveis para o governo não será uma tarefa fácil enfrentar o imprevisível Gaguim. O ex-governador não tem nada a perder e só pensa numa revanche ao governador Siqueira Campos. Se vencer a eleição da Capital já está com os pés no Palácio Araguaia e se não vencer terá aproveitado a disputa para se preparar para 2014, que ele não tira da cabeça. Acredita que o candidato é o próprio governador, que até lá já estará mais velho e mais desgastado com o exercício do poder. Gaguim é um páreo duro, sobretudo porque é imprevisível. Dele se pode esperar tudo, inclusive ser candidato, o que muitos ainda duvidam.
Mesmo sem mandato Gaguim é um nome forte. Tem o funcionalismo público a seu favor. Tratou bem o servidor e o conquistou. Tem também o apoio maciço dos exonerados que acreditam que se fosse ele o governador não teriam sido dispensados. Se aceitar disputar as eleições vai dar muito trabalho para o siqueirismo. Se não aceitar também. Qualquer candidato que tiver o seu apoio terá chance de disputar com condições de vencer.
Neste cenário de confronto entre Gaguim e Siqueira fica bom para o candidato do prefeito Raul Filho. O grande problema é que o prefeito tem muitos nomes, mas nenhum com grande destaque individual. Edna Agnolin (PDT) não passa no crivo da militância do PT; o deputado Wanderlei Barbosa (PSB) ainda é uma promessa; o reitor Alan Barbiero (PSB) tem excelente perfil, mas ainda está preso ao meio acadêmico e tem pouco apelo popular, mas é o nome com grandes chances de se tornar o novo e se impor como uma ótima alternativa ao tradicional.
Ainda é cedo para prever quem vai decolar e quem vai ser atropelado neste processo. No afunilamento apenas três ou quatro candidatos vão até o final e todos com as mesmas chances de vencer, como se viu na última eleição. Quaisquer que forem os candidatos, Siqueira Campos, Gaguim e Raul Filho são referências importantes nesta disputa. Depois da eleição de Palmas um dos três estará mais forte para 2014.
Fonte:www.jornalopcao.com.br/
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