quarta-feira, 10 de abril de 2013

Tumulto faz Marco Feliciano fechar novamente sessão na CDHM


Tumulto faz Marco Feliciano fechar novamente sessão na CDHM
Pela terceira vez uma reunião da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) é interrompida em razão de manifestações. Após abrir novamente ao público, o deputado federal, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), decidiu nesta quarta-feira (10) suspender novamente uma sessão da CDHM, no qual é presidente, devido ao tumulto provocado pela presença de manifestantes.
Ontem Feliciano concordou em renunciar a presidência do colegiado se os petistas João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP) saíssem da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O colégio de líderes acabou se dividindo sobre a permanência de Feliciano, o que lhe deu ainda mais argumentos para que continuasse no cargo. Grupos militantes LGBT criticam o parlamentar por contestar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e se posicionar contra a adoção de crianças por homossexuais.
A sessão iniciou às 14h26 com presença de 40 evangélicos, que apoiam o líder da igreja Assembleia de Deus Catedral do Avivamento. Além dos evangélicos, 15 ativistas LGBT protestavam contra Feliciano.
Na semana passada, o deputado tinha decidido fechar ao público as sessões da comissão, devido ao tumulto provocado pelos protestos, que impediam o debate entre os parlamentares. Após apelo do presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), Feliciano decidiu reabrir as sessões ao público.
Doze minutos depois de iniciada a sessão desta quarta, o deputado determinou a transferência da sessão para um plenário ao lado, somente com a presença de parlamentares, assessores e jornalistas.
“Neste momento, dado tudo o que está acontecendo, eu vou suspender a sessão por 15 minutos e nós vamos para o plenário 1 – somente convidados”, anunciou Feliciano aos integrantes da comissão.
Os manifestantes gritavam palavras de ordem como “Não, não me representa”, e os evangélicos aplaudiam Feliciano e gritavam “fica, fica”.
Como as manifestações impediam o pronunciamento dos parlamentares da comissão Feliciano optou por transferir a sessão para outra sala. O parlamentar também justificou que a decisão de fechar a sessão era para garantir a ordem.
“Uma vez que há tumulto, cabe a mim tomar a decisão de viabilizar o funcionamento da comissão”, disse a jornalistas antes de se dirigir a outra sala de reuniões.
Fonte: GospelPrime

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